O tempo ainda estava chuvoso mas com algumas
abertas e nós aproveitamos para terminar a divisão da horta e receber o 8ºD
que, como tinha o seu espaço já dividido, teve tempo de o plantar e fazer um
alfobre. As hortícolas que plantaram foram semelhantes às dos colegas,
couve-roxa, couve-branca, brócolos, alfaces e couve-penca. Já a sementeira, em
alfobre, foi de alcachofra e alho-francês. Durante a tarde, a equipa do projeto
eco-escolas ainda esteve pela horta a semear os girassóis e a colocar uns
bolbos de flores, num espaço da horta ainda não utilizado.
segunda-feira, 17 de março de 2014
A nossa horta - 20.02.2014
Apesar da chuva que se fazia sentir neste dia,
fomos para a horta com metade da turma 8ºF, às 10.30H mas tivemos que nos
limitar a falar um pouco sobre a agricultura biológica e a fazer alfobres.
Estivemos juntos por 50 minutos e fizemos os alfobres em caixas de peixe,
cedidas por um supermercado da região (TEP). Recebemos, às 14.15, por 50
minutos metade da turma 8ºE e tivemos mais sorte. Como já não chovia
conseguimos começar a criar o nosso jardim. Com a ajuda dos alunos e de alguns
professores, cavamos toda a terra, retiramos pedra e ervas e dividimos os
primeiros canteiros. Logo depois do 8ºE plantar as hortícolas, recebemos metade
da turma 8ºC para dividir o seu espaço e plantar. O tempo ajudou e chegamos ao
fim do dia com alguns canteiros já divididos e duas turmas com o seu espaço
plantado.
A nossa horta - 19.02.2014
Compra dos materiais para a horta: ferramentas,
hortícolas e sementes, na loja Rodrigo da Costa Gomes, em Braga. As plantas
compradas para transplantar foram: alfaces, couve-repolho, couve-repolho-roxa,
brócolos, couve-penca e couve-portuguesa. No que se refere a sementes foram adquiridas
sementes de salsa, manjericão, pimento, alho-francês, alcachofra, ervilhas,
favas e girassol. A escolha destas plantas prendeu-se com a época pois são
estas as plantas adequadas para o cultivo nesta fase do ano.
A nossa horta - 17.02.2014
A equipa do projeto Eco-escolas reuniu com o
diretor da escola no sentido de planear a horta e definir as estratégias para a
sua gestão. Foi definido que seriam as turmas do 8º ano a gerir a horta por
serem os que têm nos programas de ensino a agricultura biológica. Assim,
durante as aulas de ciências experimentais, estes alunos farão a gestão do
espaço horta nomeadamente do seu espaço pois ficou definido que cada turma
teria um espaço que, no final do ano, será avaliado. Assim, a turma com maior
pontuação será premiada, com prémio ainda a definir. Foi ainda estabelecido
que, sendo a horta biológica, teríamos em consideração todos os pontos
estabelecidos como importantes na gestão de uma produção biológica,
nomeadamente a água de rega que será guiada nos reservatórios de aproveitamento
de água. Foi ainda pensada a melhor forma de dividir a horta e ficou acordado
que a direção da escola iria retirar algumas placas cimentadas de outros pontos
da escola, onde não têm tanta utilidade para as reaproveitar para a horta e
adquirir as restantes para que a horta seja divida em pequenos talhões. Ficou ainda definido que os pais seriam chamados a
ajudar na horta, organizando 2 workshops
Pais & Filhos, e que os professores e os funcionários iriam também ser
incluídos na construção e manutenção da horta.
2014 - Ano Internacional da Agricultura Familiar
O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado. O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.
A nossa escola resolveu comemorar o ano tornando o ano 2013/2014 num ano agrícola, reabilitando a horta com a ajuda de toda a comunidade escolar.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
O primeiro período em imagens
O 1º Período foi recheado de atividades ecológicas tais
como, a já habitual produção de biodiesel, reciclando óleo usado, a
disponibilização do inquérito para a Auditoria Ambiental ou a constituição do
Conselho Eco-Escolas. No entanto algumas atividades tiveram um impacto
significativamente maior na comunidade, tais como o Eco-Magusto ou a
participação na atividade Reflorestar Braga.
Ficam algumas imagens que retratam o nosso Eco-Período...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Leituras científicas
Um dos projetos da Rede Bibliotecas Escolares (RBE) denomina-se Newton gostava de ler e congrega duas conceções que nem sempre se associam: o conhecimento científico é decisivo para o avanço civilizacional; a biblioteca escolar garante condições para emanar ciência. Este projeto surgiu da colaboração da RBE com a Universidade de Aveiro e criou um programa anual de leitura de livros em que, transversalmente, a ciência está presente, criando pontes e motivações para a realização de pequenas ações experimentais, envolvendo materiais de custo acessível e de replicação simples nas diversas bibliotecas escolares.
O Externato Infante D. Henrique resolveu adotar alguns procedimentos deste projeto. Assim, ao longo do 1º Período realizaram-se “leituras científicas” na nossa biblioteca.
Com base no livro “ As mais belas coisas do mundo” de Valter Hugo Mãe, realizámos sessões de leitura de alguns excertos, como por exemplo “Pensei que uma flor era das mais belas coisas do mundo, porque perfuma generosa o seu lugar e me lembra de quando nos metíamos à conversa com a vizinha e ela se ria e nós também ríamos (…). As flores, aprendi, comem os raios de sol, mais a água e os sais que a terra contém. Comem os raios de sol com bocas especiais.”. Esta história fala de um menino que está constantemente a ser desafiado pelo avô na procura de soluções para os problemas que este lhe propõe, com o objetivo de aprender os mistérios da vida. Certo dia, o menino fica sem resposta quando o avô lhe pergunta: Quais são para ti as coisas mais belas do mundo?
Após a leitura e reflexão pudemos partir para a investigação. Utilizámos as flores mencionadas no livro e descobrimos alguns dos seus mistérios. Através da extração de pigmentos das pétalas e das folhas verificámos a acidez ou a alcalinidade de algumas soluções, pois os pigmentos das pétalas são bons indicadores de pH. Realizámos a experiência com vinagre, com detergente doméstico, com água da torneira, limpa-vidros e sal.
Esta atividade reveste-se de grande utilidade, pois desperta nos alunos o interesse pela leitura, desenvolve a capacidade de análise e reflexão acerca do texto lido, promove a curiosidade científica, o espirito crítico e a capacidade de síntese. Para além disso, permite a deslocação da ciência para um espaço diferente do habitual, como um laboratório ou o trabalho no campo, e a sua promoção entre prateleiras de livros e mesas de leitura. Esta interatividade proporciona uma abertura na mentalidade dos alunos, que os tornará mais aptos na aceitação da interdisciplinaridade e da importância do relacionamento de várias valências na sua formação integral, bem como no desenvolvimento de capacidades, valores e atitudes.
Ainda no âmbito deste tipo de leituras surgiu a ideia de ler um texto aos alunos do 1º ano da Escola Básica de Ruílhe. O texto escolhido foi escrito por Alexandre Aibéo e aborda a formação e constituição das estrelas. Não se realizou qualquer experiência, pois a leitura do conto, junto de uma exposição sobre astrofotografia (que decorreu na biblioteca desde meados do mês de novembro até início de dezembro) com as fotografias de Miguel Claro, a divulgação do seu livro, as fotografias das nossas observações astronómicas e a presença de um telescópio foram suficientes para despertar nos meninos o interesse pelo conto, pela ciência e pelo mundo ou “mundos” que nos rodeiam. Foi uma experiência única ouvi-los a falar sobre hidrogénio, sobre o facto de o Sol ser uma estrela e sobre o planeta azul que habitámos.
Esperamos continuar com estas leituras, pois aprendemos a ensinar e ensinamos a aprender.
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