sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os novos materiais...



No dia 12 de janeiro de 2013, apresentaram-nos uma palestra sobre os novos materiais.  Estes podem ser utilizados na medicina, com o objetivo de melhorar os tratamentos médicos, no desporto com o objetivo de fazer novos equipamentos para atletas, na arquitetura e assim construir casa inteligentes, na construção civil melhorando os materiais que são aplicados na constrição, na proteção pessoal com o desenvolvimento de equipamentos de proteção e no transporte desenvolvendo ligas mais leves, e igualmente fortes, para poupar combustíveis e de arrefecimento automático, tornando a viagem mais agradável nos meios de transporte.
Nos dias que correu, quando falamos em fibras vem-nos logo a cabeça as fibras não naturais, ou seja, fibras de carbono, fibras de poliéster, etc... O que muita gente não sabe é que cada vez se utiliza mais as fibras naturais, sejam de origem animal ou vegetal. Estas fibras têm cada vez mais utilização na engenharia, no ramo dos transportes e ate mesmo na área de biologia.
Na área de biologia as fibras são utilizadas na elaboração de fatos que são usados para o controlo de microrganismos.
No ramo dos transportes, as fibras utilizadas nos transportes terrestres começam a ser reciclados e recicláveis. Começam a ser criados também biocombustiveis e a utilização de espumas e fibras recicladas e vegetais, tais como o sisal e o coco, para diminuir o custo da montagem e manutenção dos automóveis. Já nos transportes aéreos, começou-se a pensar reduzir o peso do avião através da colocação de fibras no depósito do combustível, diminuindo assim os gastos de combustível e consequentemente as emissões de gases.
Na engenharia, a utilização de fibras naturais, como o canhamo, e de placas superfície (placas que são iluminadas por led’s em que podemos iluminá-las da cor de queremos, como o famoso Cubo dos jogos olímpicos de 2008) faz com que a sustentabilidade nesta área aumente, fazendo com que o edifício seja mais leve e mais barato quer a nível da construção quer a nível de manutenção.
Apesar de as fibras naturais diminuírem a poluição, de serem mais baratas e de já haver reciclagem de fibras não naturais, como as de poliéster , as primeiras tem menor resistência do que as outras e por isso estão a ser feitos estudos e teste com plasma para tornar as fibras naturais mais resistentes ao meio em que estas vão estar.
David Borges
Diogo Rodrigues
Eugénia Vieira
12º Ano

















sábado, 26 de janeiro de 2013

Workshop Pais & Filhos "Compostagem"

A nossa manhã de hoje foi guiada pelo formador José Alberto, que nos levou a viajar, pela utilização e produção de composto. Foi uma debate animado entre a importância, e acima de tudo, como se faz a compostagem. Um dos pontos mais discutidos foi a diferença entre uma pilha bem e mal feita, bem como os problemas mais comuns na compostagem e as respetivas soluções.
No final da exposição teórica, todos os participantes puderam aplicar os conceitos teóricos, no terreno. Com supervisão do formador, e todos juntos, construímos uma pilha de composto, muito bonita e que cumpre os pressupostos teóricos apresentados.









sábado, 19 de janeiro de 2013

Workshop Pais & Filhos: Compostagem


Estamos cada vez mais sensibilizados para os problemas ambientais e participamos ativamente na separação dos lixos domésticos. Separamos o vidro, o plástico, o papel, mas diariamente produzimos muitos quilos de matéria orgânica biodegradável (restos de fruta, cascas de batata, resíduos de jardim, entre outros) que podemos valorizar e com isso poupar recursos naturais, dinheiro e contribuir para um melhor ambiente.

A compostagem é um processo biológico controlado de conversão e valorização de substratos orgânicos num produto estável, higiénico e rico em compostos húmicos designado por composto. Pretendemos, através deste workshop, de uma forma descontraída e prática dar a conhecer esta técnica simples de valorização de seu lixo orgânico.

A participação é GRATUITA, mas a inscrição é obrigatória e as vagas são LIMITADAS.
INSCREVA-SE JÁ!

Entregue o destacável devidamente preenchido, no Centro de Recursos Educativos (CRE) até ao dia 21 de janeiro.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Congresso Condomínio da Terra


Nos dias 16 e 17 de janeiro decorreu, no Parque Biológico de Gaia, a terceira edição do Congresso Internacional Condomínio da Terra. Para apresentar o que mudou depois da Conferência Rio+20, a Quercus, organizadora do evento, convidou um conjunto multidisciplinar de cientistas ambientais, que nos levaram a viajar pelas suas ideologias e pesquisas. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A floresta por Vinicius de Moraes

Sobre o dorso possante do cavalo
Banhado pela luz do sol nascente 
Eu penetrei o atalho, na floresta. 
Tudo era força ali, tudo era força 
Força ascensional da natureza. 
A luz que em torvelinhos despenhava 
Sobre a coma verdíssima da mata 
Pelos claros das árvores entrava 
E desenhava a terra de arabescos. 
Na vertigem suprema do galope 
Pelos ouvidos, doces, perpassavam 
Cantos selvagens de aves indolentes. 
A branda aragem que do azul descia 
E nas folhas das árvores brincava 
Trazia à boca um gosto saboroso 
De folha verde e nova e seiva bruta. 
Vertiginosamente eu caminhava 
Bêbado da frescura da montanha 
Bebendo o ar estranguladamente. 
Às vezes, a mão firme apaziguava 
O impulso ardente do animal fogoso 
Para ouvir de mais perto o canto suave 
De alguma ave de plumagem rica 
E após, soltando as rédeas ao cavalo 
Ia de novo loucamente à brisa. 

De repente parei. Longe, bem longe 
Um ruído indeciso, informe ainda 
Vinha às vezes, trazido pelo vento. 
Apenas branda aragem perpassava 
E pelo azul do céu, nenhuma nuvem. 
Que seria? De novo caminhando 
Mais distinto escutava o estranho ruído 
Como que o ronco baixo e surdo e cavo 
De um gigante de lenda adormecido. 

A cachoeira, Senhor! A cachoeira! 
Era ela. Meu Deus, que majestade! 
Desmontei. Sobre a borda da montanha 
Vendo a água lançando-se em peitadas 
Em contorções, em doidos torvelinhos 
Sobre o rio dormente e marulhoso 
Eu tive a estranha sensação da morte. 

Em cima o rio vinha espumejante 
Apertando entre as pedras pardacentas 
Rápido e se sacudindo em branca espuma. 
De repente era o vácuo em baixo, o nada 
A queda célere e desamparada 
A vertigem do abismo, o horror supremo 
A água caindo, apavorada, cega 
Como querendo se agarrar nas pedras 
Mas caindo, caindo, na voragem 
E toda se estilhaçando, espumecente. 

Lá fiquei longo tempo sobre a rocha 
Ouvindo o grande grito que subia 
Cheio, eu também, de gritos interiores. 
Lá fiquei, só Deus sabe quanto tempo 
Sufocando no peito o sofrimento 
Caudal de dor atroz e impagável 
Bem mais forte e selvagem do que a outra. 
Feita ela toda de esperança 
De não poder sentir a natureza 
Com o espírito em Deus que a fez tão bela. 

Quando voltei, já vinha o sol mais alto 
E alta vinha a tristeza no meu peito. 
Eu caminhei. De novo veio o vento 
Os pássaros cantaram novamente 
De novo o aroma rude da floresta 
De novo o vento. Mas eu nada via. 
Eu era um ser qualquer que ali andava 
Que vinha para o ponto de onde viera 
Sem sentido, sem luz, sem esperança 
Sobre o dorso cansado de um cavalo.

Principais espécies de algas comestíveis, no Minho

Ascophylum nodosum

Esta espécie, que existe essencialmente em Viana do Castelo, é utilizada  em estufados e farinha. Pode possuir até 1.5 metros de comprimento e apresenta uma estrutura com um ramo principal espesso, linear, arredondado na base e achatado na parte superior. Apresenta vesículas da ar volumosas e muitos dos ramos terminam com as bolsas dos órgãos reprodutores, que se apresentam amarelados. Distingue-se do género Fucus, pela ausência de uma nervura mediana nas lâminas (folhas).
Ascophylum nodosum
Bibliografia:
http://www.algaebase.org/
CAMPBELL, A. (1994). Fauna e Flora do Litoral - Guia  FAPAS. Porto: FAPAS/Parque EXPO 98.
http://gib.cm-viana-castelo.pt/documentos/20081003163152.pdf
http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/algas-marinhas-utilidades.pdf

Principais espécies de algas comestíveis, no Minho

Fucus spp.

Este género, vulgarmente conhecido por bodelha, é usado em guarnições, molhos e infusões. é uma alga castanha, de talo maciço, erecto e dicotomicamente dividido. Possui por todo o corpo aerocistos (vesículas cheias de ar) que albergam os orgãos reprodutores. estas algas podem atingir 1 metro de comprimento.
Fucus spp. jovem
Fucus spp. (pormenor dos recétaculos)
Bibliografia:
http://www.algaebase.org/
CAMPBELL, A. (1994). Fauna e Flora do Litoral - Guia  FAPAS. Porto: FAPAS/Parque EXPO 98.
http://gib.cm-viana-castelo.pt/documentos/20081003163152.pdf
http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/algas-marinhas-utilidades.pdf